Nossa Senhora da Assunção e São José


A presença de Nossa Senhora na Igreja e no Carmelo

O Carmelo é todo de Maria, por isto não podemos deixar de honrar nossa Mãe Santíssima, que sempre acompanhou e guardou a nossa Ordem.
Maria ocupa um lugar privilegiado em nossa Ordem e também na vida da Igreja e de cada homem. Não é possível ser verdadeiramente cristão sem ter um amor especial para com a Mãe de Jesus. É por intermédio dela que o Verbo se fez presente em nossa história. Ela, a jovem de Nazaré, revestiu com sua carne o Verbo eterno de Deus que apareceu entre nós assumindo a nossa humanidade. Sem Maria, ensina-nos Puebla, o evangelho se desencarna. Com Maria o evangelho faz-se mais carne e mais coração.

A atitude orante de Maria aparece desde as primeiras palavras do Evangelista Lucas, que relata o mistério da Anunciação. Ela aparece em silêncio, na escuta da palavra, na meditação das promessas de Javé que deveriam realizar-se. É na plenitude dos tempos, na aurora da salvação que nos deparamos com a pessoa de Maria toda atenta aos sinais de Deus.
Maria gera, na Anunciação, o Verbo. E no Pentecostes, a vida da Igreja. Da oração de Maria nasce a sua oferta total e incondicional a Deus. Ela oferece tudo porque Deus olhou para a humildade de sua serva.

"A oração de Maria nos é revelada na aurora da plenitude dos tempos. Antes da Encarnação do Filho de Deus e antes da efusão do Espírito Santo, sua oração coopera de maneira única com o plano benevolente o Pai; na Anunciação para a concepção de Cristo, em Pentecostes para a formação da Igreja, Corpo de Cristo. Na fé de sua humilde serva, o Dom de Deus encontra o acolhimento que esperava desde o começo dos tempos. Aquela que o Todo-Poderoso tornou "cheia de graça" responde pela oferenda de todo seu ser: "Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo tua palavra".

Fiat, Esta é a oração cristã: ser todo dele porque Ele é todo nosso" (Catecismo da Igreja Católica n° 2617).
Agradecemos a delicadeza e sensibilidade de Lucas, o evangelista da Infância de Jesus e de Maria, por ter-nos transmitido o Magnificat, trazendo a leitura e interpretação dos sentimentos mais íntimos e pessoais de Maria.

No Magnificat, cada um de nós encontra parte de sua vida, de sua história, dos momentos de ação de graças pelas maravilhas que o Altíssimo opera em nós.

É na certeza de que Deus é fiel às promessas feitas a Abraão que podemos olhar com esperança o nosso futuro. Maria é a Virgem do presente projetada na realização do reino que acontece no hoje mas que se torna realidade plena no amanhã.
Por isso o Cântico de Maria, o Magnificat é ao mesmo tempo o cântico da Mãe de Deus e o da Igreja, Cântico da Filha de Sião e do novo Povo de Deus, cântico de ação de graças pela plenitude de graças distribuídas na Economia da Salvação, cântico dos "pobres", cuja esperança é satisfeita pela realização das promessas feitas a nossos pais "em favor de Abraão e de sua descendência para sempre"

Fonte: Revista Orar, OCD.